27 junho 2007
Atraso!
Música Lésbica e Gay
em http://www.rem.ufpr.br/REMv7/Brett_Wood/Brett_e_Wood.html.
Garcia Lorca
Eram cinco da tarde em ponto.
Um menino trouxe o lençol branco
às cinco horas da tarde.
Um cesto de cal já prevenida
às cinco horas da tarde.
O mais era morte e apenas morte
às cinco horas da tarde.
O vento arrebatou os algodões
às cinco horas da tarde.
E o óxido semeou cristal e níquel
às cinco horas da tarde.
Já pelejam a pomba e o leopardo
às cinco horas da tarde.
E uma coxa por um chifre destruída
às cinco horas da tarde.
Os sons já começaram do bordão
às cinco horas da tarde.
As campanas de arsênico e a fumaça
às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio
às cinco horas da tarde.
E o touro todo coração ao alto
às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando
às cinco horas da tarde,
quando de iodo se cobriu a praça
às cinco horas da tarde,
a morte botou ovos na ferida
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Às cinco em ponto da tarde.
Um ataúde com rodas é a cama
às cinco horas da tarde.
Ossos e flautas soam-lhe ao ouvido
às cinco horas da tarde.
Por sua frente o touro já mugia
às cinco horas da tarde.
O quarto se irisava de agonia
às cinco horas da tarde.
A gangrena de longe já se acerca
às cinco horas da tarde.
Trompa de lis pelas virilhas verdes
às cinco horas da tarde.
As feridas queimavam como sóis
às cinco horas da tarde,
e as pessoas quebravam as janelas
às cinco horas da tarde.
Ai que terríveis cinco horas da tarde!
Eram as cinco em todos os relógios!
Eram cinco horas da tarde em sombra!
26 junho 2007
Covardia!Baixeza!
Cinco rapazes classe mé(r)dia agrediram a Sirlei!E o pai de um deles ainda acha que não é preciso manter na cadeia "jovens que estão na faculdade"!! Qual seria o local indicado para tais animais? Nessas horas, a palavra ressurge: """paredón....""", mas isso nos igualaria na baixeza.
E ainda disseram que a confundiram com uma prostituta! Ah, bom! Prostituta pode ser agredida sem problemas, é isso?
Em que planeta vivem essas criaturas? Ou melhor, que mundo os pais apresentaram a essas criaturas?
Cartas para a redação!
Merenda
Alberto de Lacerda

To Night
Esta noite vou embebedar os meus navios
rasgar os meus poemas
e as minhas raras (raríssimas)
cartas de amor.
Esta noite vou ser horrível
pior do que o costume
vou desabobadar os ceús da minha esperança
viga por viga estrela por estrela
Esta noite vou embebedar os meus navios
vou deixar de falar a imensa gente
vou encontrar um sábio chinês
que me recitará poemas muito simples
insuportáveis de tão belos
esta noite vou destruir mapas antigos
abrir certas janelas e quebrar
a possibilidade de alguém mais entrar na minha vida.
Esta noite vou pedir perdão aos meus amigos
e escrever uma última carta sem a mínima sombra de sentimentalismo
Esta noite vou embebedar os meus navios
(do livro Palácio)
Adalgisa
22 junho 2007
Thom Gun
Já postei, agora mais um...Rites of Passage
Something is taking place.
Horns bud bright in my hair.
My feet are turning hoof.
And Father, see my face
-Skin that was damp and fair
is barklike and, feel, rough.
See Graytop how I shine.
I rear, break loose, I neigh
snuffing the air, and harden
Toward a completion, mine.
And next I make my way
Adventuring through your garden.
My lay is earnest now.
I canter to and fro.
My blood, it is like light.
Behind an almond bough,
Horns gaudy with its snow,
I wait live, out of sight.
All planned before my birth
for you, Old Man, no other,
Whom your groin's trembling warns.
I stamp upn the earth
a message to my mother
and then I lower my horns.
14 junho 2007
Joel Lane
Sadman
You know what the day feels like
after a sleepless night. A coach station
in late spring, rainy with voices,
dissent beaten down by unconcern;
or travelling back from the coast
with sand grains lodged in the folds
of your clothes. The light is cramped.
You never clear the oxygen debt.
Meanwhile, the latent dreams will
have their say in the daylight:
a furious proliferation of images,
layer on layer on the thin action, compressed;
pages the censor and the pornographer
sat up together to make. Some people
behave as though they never slept;
their memories are only skin deep.
Dreams is too comfortable a word
for the thoughts of mine you hold
in restless hands, a cat's cradle
that you can't tighten or unpick.
Does it make you feel strong
to play the sandman with me
like this, to hurt and confort?
It sounds bitter now, to say:
when I slept with you, the best thing,
and sometimes the only thing, was the sleep.
2ª Mostra Filmes da Diversidade
Istambul
Relaxa e Goza!
These Streets

These Streets
Paolo Nutini
Cross the border,Into the big bad world
where it takes you 'bout an hour
just to cross the road
just to stumble across another poor old soul from
The dreary old lanes to the high-street madness
Eye fight with my brain to believe my eyes
and it's harder than you think
to believe this sadness
that creeps up my spine
and haunts me through the night
and life is good and the girls are gorgeuos
suddenly the air smells much greener now
and I'm wondering 'round
with a half pack of cigarettes
searching for the change that I've lost somehow
These streets have too many names for me
I'm used to Glenfield road and spending my time down in quay
I'll get used to this eventually
I know, I know
where'd the days go? When all we did was play
And the stress that we were under wasn't stress at all
just a run and a jump into a harmless fall from
walking by a high-rise to a landmark square
you see millions of people with millions of cares
And I struggle to the train to make my way home
I look at the people as they sit there alone
Life is good, and the sun is shining
Everybody flirts to their ideal place
And the children all smile as a boat shuffled by them
Trying to pretend that they've got som space
These streets have too many names for me
I'm used to Glenfield road and spending my time down in quay
I'll get used to this eventually
I know, I know
These streets have too many names for me
I'm used to Glenfield road and spending my time down in quay
I'll get used to this eventually
I know, I know
Life is good, and the girls are gorgeous
suddenly the air smells much greener now
and I'm wondering 'round
with a half pack of cigarettes
searching for the change that I've lost somehow
These streets have too many names for me
I'm used to Glenfield road and spending my time down in quay
I'll get used to this eventually
I know, I know
These streets have too many names for me
I'm used to Glenfield road and spending my time down in our quay
I'll get used to this eventually
I know, I know
Parada II
21, 23, 45, 78, 1001 carros, qual a diferença?
Ano passado, já discuti a questão de atuação dos grupos, voltados apenas para a AIDS e a parada, seja onde for. (Veja em http://sargentogayrcia.blogspot.com/2006/08/5-coisas.html). ô, ô, nada mudou...
04 junho 2007
Italo Moriconi
para Pablo
De tamanho e peso
E calenturas
Se fez nosso amor
Casual, necessário
Lentamente veloz
Nos livramos dos ferros
Nos despimos do látex
De todas as máscaras
E demais artifícios
Enfrentamos com calma
Cada cara colada
Horizonte em pedaços
Por detrás do infinito
Sem lencóis, somente
Baralhando espaços
Velejantes terraços
A`perder-se de vista, no bairro do Sul.
Os fantasmas, brindamos
Cinzentos varais, foscos panos
Nos fitamos enfim
Com as pontas das línguas
A roçar, rumo ao pampa
Sob a pompa de peles
Que impelem sem mais.
Libertos dos couros
Novilhas e potros
Recém relaxados
Traçando seus fios
Sobre o dorso da aurora
Sob o céu de uma boca
Eu já nem sabia
Que esquina era aquela
(“São tantas, e iguais”, lera no Aira)
A nos redespertar
Nos despersonificar
Nas esquinas nas quilhas
Não mais se inscreviam
Rabiscos, sinais
Sobrenomes ou nomes
O rebenque zunia
Entre sombras de sono
Desejei acordar
Quantificar
E os olhos, relógios,
Globos terrestres
Roubados à lua.
Toma, te empresto,
Assim descobri
Sua verdade final
Um primeiro passo
Como a brisa fortuita
Que ainda batia
Sobre uns últimos véus.
(Buenos Aires, 1999)
Ah! Sofia
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
a paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
03 junho 2007
Juan Antonio Vasco








